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Períodos de fartura de alimento para maioria das espécies de animais, a primavera e o verão são também as estações do ano as quais há maior incidência de chuva e do calor. Consequentemente, há maior crescimento, floração e frutificação das plantas, favorecendo também a reprodução e a circulação de animais silvestres. É nesta época em que o serviço de resgate do IMA registra aumento nas ocorrências.

Desde o fim de setembro, o serviço já realizou 1.717 resgates, mesmo considerando que o verão só termina em março. No inverno e no outono, o IMA resgata em média 600 espécimes no estado. Dessa forma, após o dia 22 de setembro houve um aumento da demanda em mais de 35% em relação aos outros períodos.

“O atendimento de um animal que esteja em condição de sofrimento por questões relacionadas à ação humana, como atropelamento, ataques por animais domésticos, choque com vidraças, com fios de energia elétrica e com fios de pipas com cerol, é a nossa prioridade. Cada animalzinho resgatado, curado e devolvido para a natureza representa muitas vezes a garantia de futuras gerações e consequentemente a garantia da diversidade dos seres vivos”, lembrou a gerente de Biodiversidade e Florestas do IMA, Ana Cimardi.

Para solicitar o resgate ao encontrar animais silvestres doentes ou feridos, o cidadão pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão. Já em ocorrências que envolvam animais peçonhentos o contato com o Corpo de Bombeiros Militar é o 193.

Por ano, são resgatados ou apreendidos, em média, quatro mil animais das mais variadas espécies em Santa Catarina. Estes animais são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, onde são atendidos, avaliados, reabilitados e encaminhados para soltura em sua maioria.

O IMA tem investido constantemente em infraestrutura e aquisição de materiais para atender às demandas. Recentemente o Instituto adquiriu novos furgões e picapes, que são utilizados pela Diretoria de Biodiversidade e Florestas, para ajudar no resgate, transporte e soltura de fauna silvestre, entre outros serviços e demandas inerentes à conservação da biodiversidade, entre elas a gestão das Unidades de Conservação Estaduais.

Foto: Arquivo/Instituto Espaço Silvestre